Fotografando formações Lunares

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spica Re: Fotografando formações Lunares

Mensagem  Lucas87 em Qui 07 Fev 2013, 14:54

Fiz esse mosaico com fotos da Lua de hoje. Ele ficou com essas marquinhas dividindo as fotos porque a câmera que usei é bem automática, então a luminosidade variou de foto em foto...

http://4.bp.blogspot.com/-WC9Y40xOEBk/URPoaz_5daI/AAAAAAAAAQk/IyxLHFYoQT8/s1600/mosaico+completo+fim.png
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spica Re: Fotografando formações Lunares

Mensagem  Bruno em Qui 07 Fev 2013, 21:30

Gostei de ver o contorno irregular do limbo causado pelas montanhas lunares, e que estão delineadas contra o fundo negro do céu.

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spica Re: Fotografando formações Lunares

Mensagem  Astroavani em Dom 10 Fev 2013, 23:33

Eudoxo é uma proeminente cratera lunar de impacto que fica a leste da ponta do norte dos Montes Cáucaso. Ela está localizado ao sul da cratera Aristoteles nas regiões do norte visível da lua . Para o sul tem a formação em ruínas de Alexandre.
O aro de Eudoxo tem uma série de terraços sobre a parede interior, e ligeiramente desgastadas muralhas sobre o exterior. Carece de um único pico principal, mas tem um conjunto de pequenas colinas cerca do ponto médio do piso. O restante do chão interior é relativamente plana.
GSO 12" + SPC 900 + Powermate 4X
Empilhamento de 63 frames no AS!2
Avani.

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spica Re: Fotografando formações Lunares

Mensagem  Astroavani em Seg 11 Fev 2013, 21:00

Finding the Lunar South Pole

Star hopping was the traditional method that observers used to find objects in the faint glow was pre-Goto. Leaping star stronger to the weaker until the region of interest where it should locate the target. Well, I tried to do an equivalent job to find the Lunar South Pole.
Skipping the well-known crater in the crater to reach the target.
Although the South Pole itself is not visible is the place to be a reasonable accuracy. I tried also indicate the location of the impact of Lunar Prospector probe launched on January 7, 1998 into an orbit circunpolar, this probe that was important to detect the presence of water at the South Pole, and then sent toward the ground clashed with this on July 31, 1999 between the crater and Scott South Pole
GSO 12 "dobs + ortho KK 25mm + 2X Barlow Orion Ultrascoppic + Astronomik Luminance Filter.
Afocal for Single exposure.


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spica Re: Fotografando formações Lunares

Mensagem  Bruno em Seg 11 Fev 2013, 21:11

Muito bom Avani você conseguir "chegar" na área de impacto da sonda Lunar Prospector que atingiu o pólo sul lunar para encontrar água na lua. Excelente astrofoto.

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spica Re: Fotografando formações Lunares

Mensagem  Astroavani em Ter 12 Fev 2013, 20:15

Apesar do grande aumento empregado consegui uma tomada interessante da notável cratera Tycho. A única coisa que atrapalhou um pouco foi o Sol se encontrar em um angulo muito elevado o que impede de se conseguir destacar maior número de detalhes.
GSO 12" + SPC 900 + Powermate 4X
Empilhamento de 123 frames no AS!2 com pós tramento no Photofiltre e Irfan.


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spica Re: Fotografando formações Lunares

Mensagem  Bruno em Ter 12 Fev 2013, 20:54

Jamais saberia tratar-se de Tycho se você não tivesse dito. Nunca havia visto assim tão claro os anéis concêntricos formados por causa da onda de choque na crostra, começando no piso interno e subindo em direção à borda dessa cratera. Interessante notar que nem a capa de ejetos e nem as raias brilhantes se formam imediatamente depois das bordas.

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spica Re: Fotografando formações Lunares

Mensagem  Astroavani em Dom 17 Fev 2013, 23:47

Segue um Copérnico feito em condições pouco propícias de iluminação, o Sol se encontrava pino sobre ele, então não se evidenciam sombras.
Copernicus é uma cratera de impacto proeminente localizado no leste de Oceanus Procellarum. A idade de Copernicus está estimada em cerca de 800 milhões de anos, o tempo que marca o início da época de Copérnico na escala de tempo geológico lunar. Devido à sua relativa juventude, a cratera recebeu muito pouca erosão e mantém-se afiada e bem definida.

O aro circular tem uma forma hexagonal discernível, com uma parede interior e um terraço de 30 km de muralhas, larga e inclinada, que desce cerca de um quilómetro até o mar envolvente . Existem três terraços visíveis e distintos em forma de arco, devido a deslizamentos posteriores da parede interna.

O mais provável, devido à sua formação recente é que o chão da cratera não foi inundada por lava. O terreno ao longo do fundo é montanhoso na metade sul enquanto o norte é relativamente suave. Os picos centrais consistem em três isoladas subidas montanhosas onde a máxima mede 1,2 km acima do chão. Estes picos são separados um do outro por vales, e formam uma linha grosseira ao longo de um eixo este-oeste. Observações no infravermelho desses picos durante a década de 1980 determinou que eram compostas principalmente de forma máfica da olivina.

Os raios da cratera de Copérnico se espalharam até 800 km em toda a volta no mar , sobrepondo os raios das crateras Aristarco e Kepler. Os raios são menos distintos e longos do que os raios lineares da cratera Tycho, por sua vez formando um padrão nebuloso com marcações plumy. Um padrão extenso de pequenas crateras secundárias pode também ser observada em torno Copérnico, um detalhe que foi descrito em um mapa de Giovanni Cassini em 1680.


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spica Re: Fotografando formações Lunares

Mensagem  Astroavani em Sab 02 Mar 2013, 21:58

Através das planícies norte-oriental do Mar da Tranquilidade, a mais de 500 km do local de pouso da Apolo 11, encontram-se duas magníficas quase paralelas rachaduras na superfície da Lua, ambas tem mais de 200 km de comprimento. Rupes e Rima Cauchy (escarpa e canal Cauchy) entre eles existe a brilhante cratera de impacto Cauchy com seus 14 Km de diametro. Ambos os recursos se formaram após enormes fluxos de lava que deram origem ao mar, terem se resfriado e começado a se definir, eles foram causados por um alongamento localizada além da crosta lunar.
Como a crosta da Terra, a crosta da Lua é capaz de ser deformada por tensões. Em alguns mares lunares, há exemplos de rugas que surgiram como resultado da flambagem da crosta da Lua sob pressão. Mas, para além de um grau crítico de pressão ou tensão, as rochas de falha de repente, dão origem a escarpas de falha, cumes e canais. Algumas falhas podem ser muito profundas, como o Muro chamado Straight (Rupes Recta) em Mare Nubium, que, sem dúvida, corta as camadas de lava superiores na rocha muito abaixo da bacia Núbia.
Rupes Cauchy faz parte de uma escarpa, e parece um pouco mais complicado do que a escarpa limpa de Rupes Recta ou o corte parelho de Rima Cauchy. Rupes Cauchy começa a oeste em um par de pequenas craterlets ovais (visível em um refletor de 150 mm ou maior) e várias crateras maiores encontram-se ao longo de seu comprimento. Rupes Cauchy se estende para o leste para encontrar-se com a fronteira de montanhas irregulares do Mar da Tranquilidade, e não há evidências de que ele corte as montanhas para se encontrar com a pequena cratera Lawrence.
O que deve ser feito de crateras que se encontram ao longo da Rupes Cauchy? Muitos dos rilles da Lua parecem ser compostos (pelo menos em parte) por craterlets alongadas ou cadeias de crateras. Em alguns casos, o falhamento original pode ter instigado ataques recentes de atividade vulcânica que produziram pequenas aberturas vulcânicas ao longo da fissura.
Existe ou existiu certamente uma boa dose de atividade vulcânica nesta região, visto o grande nº de Domes que podem ser percebidos na foto, existindo ao sul de Rupes Cauchy duas belas cúpulas vulcânicas designadas Tau e Omega, o último ostentando um craterlet na sua cúpula.

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spica Re: Fotografando formações Lunares

Mensagem  Astroavani em Sab 02 Mar 2013, 22:01

Posidonius is an impact crater that is located on the western edge of Mare Serenitatis, to the south of Lacus Somniorum. The Chacornac crater is attached to the southeast rim. The rim of Posidonius is shallow and obscured, especially on the western edge, and the interior has been overlaid by a lava flow in the past. The crater ramparts can still be observed to the south and east of the crater rim, and to a lesser degree to the north.

There is a smaller, semi-circular rim of a concentric, flooded crater within the main rim, offset toward the eastern edge. There is no central peak, but the floor is hilly and laced with a rille system named the Rimae Posidonius. The floor is also slightly bulged due to the past lava uplift, which also likely produced the complex of rilles. The northeast rim is interrupted by the smaller crater 'Posidonius B'. Within the crater rim, offset just to the west of center is another smaller crater 'Posidonius A'.
- See more at: http://www.astrobin.com/34533/#sthash.kae9DNCT.dpuf


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spica Re: Fotografando formações Lunares

Mensagem  Lucas87 em Sab 02 Mar 2013, 22:31

Ótimas imagens Avani, assim da vergonha de colocar as minhas kk.









E essa que eu acho que foi a melhor, com destaque pra Theophilus (a cratera com a maior sombra no seu interior).



Todas de hoje pouco antes do amanhecer com a Lua quase no zenit.
Ocular de 20mm + Barlow 2x + 10x zoom ótico da câmera (Sony wx100).
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spica Re: Fotografando formações Lunares

Mensagem  Astroavani em Ter 26 Mar 2013, 22:58

Schiller é uma das crateras de forma mais estranha na Lua e sua formação envolve ainda um pouco de mistério. É alongada, como se tivesse sido esticada longitudinalmente em algum ponto, mas provavelmente foi criado por um asteróide ou cometa em um impacto oblíquo, ou é uma cratera de impacto secundário. Pelo menos existem artigos reivindicando que foi criada por um impacto múltiplo, ou seja, o objeto do impacto quebrou-se imediatamente antes de bater naa Lua.
A cratera tem cerca de 180 km de comprimento e 70 km de largura.
Segue uma descrição feita por Damian Peach:
Schiller is an oddly-shaped impact crater located in the southwest sector of the moon. To the east is the Bayer crater. The rim of Schiller has an elongated shape that is amplified by its proximity to the lunar limb. The long axis lies along a line running northwest-southeast, with the wider girth located in the southeastern half. There is a slight bend in the elongation, with the concave side facing to the northeast. Observers have noted that Schiller appears to be a fusion of two or more craters. It bears a superficial resemblance to the footprint left by a shoe.

The crater rim is well-defined, with a terraced inner wall and a slight outer rampart. At the southeast end, a smaller crater is connected to Schiller by a wide valley. Most of the Schiller crater floor is flat, most likely due to lava flooding. There are some bright patches that are most clearly visible under a high sun angle. A double-ridge lies along the center of the northwest crater floor, forming a nearly linear formation that divides the floor in half.

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spica Re: Fotografando formações Lunares

Mensagem  Astroavani em Qui 28 Mar 2013, 23:28

O Pólo Sul Lunar se caracteriza por ser uma região extremamente craterizada, porém as 4 crateras listadas abaixo na foto são formações espetaculares que se destacam entre as tantas que existem nesta região. Clavius e Ticho principalmente são alvos frequentes dos observadores e fotografos lunares.
Tycho é uma das mais esplêndidas crateras raiadas da Lua e Clavius se destaca por seu grande tamanho (231 Km de diametro) bem como pelo grande número de crateras menores que nele são visíveis.
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spica Re: Fotografando formações Lunares

Mensagem  Astroavani em Qui 28 Mar 2013, 23:33

A Região de Reiner Gamma se caracteriza por intensas anomalias magnéticas, e é um caso extremamente raro em todo o sistema solar, sendo além dela conhecido apenas mais 3 casos; 2 no lado oculto da Lua e um em Mercúrio.Para quem quiser se aprofundar no assunto que é extremamente interessante deixo dois links:
http://science.nasa.gov/science-news/science-at-nasa/2006/26jun_lunarswirls/
http://oneflesh.net/?p=1321

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spica Re: Fotografando formações Lunares

Mensagem  Astroavani em Seg 22 Abr 2013, 19:47

In this new capture crater Theophilus believe could improve my result earlier on 01 March.
Now using 2.2 fireCapture.
Avani.

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spica Re: Fotografando formações Lunares

Mensagem  Bruno em Seg 22 Abr 2013, 20:39

Belíssima foto Avani, aliás, impressionante! E adcionando mais informações, a Apollo 16 recolheu diversos fragmentos de basalto que se acredita terem sido ejetados no impacto que formou essa proeminente cratera. Basicamente ela é uma cratera de impacto e fica próxima ao Mare Nectaris que está a sudeste dela. Ela penetra parcialmente na cratera Cyrillus a sudoeste, e a leste dela temos a cratera menor Mädler. Com uma borda bastante ampla Theophilus apresenta uma superfície interna com terraços que indicam ter havido vários desmoronamentos. Com uns 14.000 metros de profundidade ela mostra paredes maciças quebrando em uma segunda formação denominada Cyrillus. Acredita-se que tenha surgido entre 1 a 3 bilhões de anos atrás. Ela possui também uma imponente montanha central com 1.400 metros de altura e com quatro curiosas cúpulas, tendo ainda o piso interior relativamente plano e com uma cratera central grande, formando assim um pico triplo que sobe a uma altura mais ou menos 2 km acima do piso (o pico ocidental é designado como sendo Psi, o Oriental Phi e o pico do Norte é chamado de Alfa). As encostas no lado ocidental do cume apresentam-se bastante irregulares com os seus picos descendo ao chão pelas faces norte e oeste.

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spica Re: Fotografando formações Lunares

Mensagem  Astroavani em Sab 27 Abr 2013, 16:26

Gassendi é um recurso de impacto localizado no lado mais próximo da Lua, na borda norte do Mare Humorum.
Gassendi é um sitio cientificamente interessante porque oferece as sondas lunares a possibilidade de amostragem de rochas montanhosas antigas (no pico central da cratera), bem como proporcionar as idades, tanto para a bacia de impacto Humorum e da própria cratera Gassendi.
Gassendi foi considerado como um dos três locais potenciais para a missão Apollo 17, que, eventualmente, tocou terra no vale Taurus-Littrow.
No entanto, porque o terreno do lado de fora da cratera é bastante acidentado, a tripulação não desembarcou nesta região, pois seria muito difícil de alcançar os picos centrais de Gassendi para amostragem.

A idade da cratera Gassendi está estimada em cerca de 3600 milhões de anos (com um erro de mais ou menos 700 milhões ano).

Quando observada através de análise espectroscópica, cratera Gassendi apresenta um "comportamento" muito diferente de qualquer outra cratera lunar (Mikhail 1979). Estudos de alta resolução realizados à luz do infravermelho próximo (Chevrel e Pinet 1990, 1992) indicou a presença de material vulcânico extrusive (que é material vulcânico que flui para fora da superfície e, em seguida, cristalização) limitado a porção sul do chão de Gassendi, que é adjacente à égua Humorum.

A interpretação desses dados sugeriram que a parte central da cratera, incluindo o complexo de pico, podem ter uma natureza mais 'mafic' (que é uma composição de rochas provenientes da solidificação do magma que são ricos rico em ferro e os silicatos de magnésio, tais como olivina e piroxeno), com um componente piroxina superior planaltos circundantes.

A interpretação dos dados também sugeriram que extenso vulcanismo extrusive pode ter ocorrido dentro da porção oriental do chão, como também indicado pela presença significativa de piroxênio, que também corresponde a características vulcânicas visíveis. A parte ocidental do chão da cratera, longe da continuação geométrico da borda oeste do Mare Humorum, é composta de material rico em terras altas.

A diferença entre o lado ocidental e oriental da cratera do chão fraturado Gassendi podem ser fortemente ligada à história térmica inicial de Mare Humorum.

A cratera tem o nome de Pierre Gassendi (1592-1655), filósofo francês, cientista e matemático. Em 1631, Gassendi tornou-se a primeira pessoa a observar o trânsito de um planeta através do dom, vendo o trânsito de Mercúrio, que Kepler havia previsto.


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spica Cratera Gassendi

Mensagem  Tellescópio em Sab 27 Abr 2013, 16:58

Avani,

que belo registro! Realmente a descrição faz a jus a foto. Você tem conseguido feitos inacreditáveis com QHY5L-II
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spica Semelhanças.

Mensagem  Bruno em Sab 27 Abr 2013, 17:04



Avani, para efeito comparativo olhe que semelhança interessante entre o piso interno das crateras Gassendi e Posidonius nestas sua duas astrofotos.

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spica Re: Fotografando formações Lunares

Mensagem  Astroavani em Sab 27 Abr 2013, 18:22

Realmente é verdade Bruno!

Você notou também que as duas fotos foram feitas com a QHY 5L?
E que cada vez mais eu estou conseguindo melhorar o resultado obtido em termos de definição e contraste?
Era uma coisa de se esperar já que conforme vamos nos familiarizando com a camera os resultados tendem a ir melhorando.
Porém creio que em breve devo atingir algum limite, aí para ultrapassar só alterando algo no setup.
Por isto fotografia é uma coisa fascinante, conforme se muda algo, se tem uma nova escada para galgar e assim a brincadeira recomeça novamente.

Amigo Israel!
Se você quiser eu posso lhe enviar algumas fotos da Lua que fiz por último para postar no site da QHY e no CN.
Veja a de Aristarchus abaixo, ficou boazinha também!

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spica Re: Fotografando formações Lunares

Mensagem  Astroavani em Sab 27 Abr 2013, 18:27

Há tempos que eu perseguia uma foto decente da região em torno de Aristarchus. Esta é uma região riquísima em formações interessantes e nela se encontram além de Aristarchus as crateras Herodotus, Prinz, Vaisala e Toscanelli só para citar algumas. Plateau Aristarchus é uma formação de grande destaque e de grande elevação em relação ao terreno ao redor. Vallis Schroter com seus 165 Km de comprimento é facilmente visível tendo a Cobra Head na ponta voltada para Herodotus, cratera esta que na foto abaixo é possível observar pequenas cratereletas no seu interior, coisa bastante difícil de captar. As Rimas acima de Aristarchus e Prinz também se destacaram com perfeição. Enfim... uma foto para admirar as belezas da nossa Lua!
No passado, “rilles” ou canais sinuosos na superfície lunar, levaram alguns cientistas a pensar que as linhas curvas foram formadas por cursos d’água ou criados por algum verme gigante. Com o passar do tempo e a evolução dos estudos selenográficos, essas ideias foram suplantadas.

Provavelmente, “rimas” e “rilles” sinuosos, são canais criados no passado, por cursos de lava que fluíam declive abaixo, a partir de uma fonte ou ponto de escape de origem vulcanica. Isto justifica encontrar essas interessantes formações próximas a complexos de domos ou cones vulcânico. “Rilles” e “rimas” podem ser explicados como os restos dos canais de lava que, no passado, contribuíram para o a inundação dos “mares”.
Vejam que nesta foto logo abaixo da cratera que fica a esquerda de Vaisala existe uma formação arredondada que parece ser um Dome ou Domo. Observem que a direita deste Dome existe um Rile ou Rima que desce do Platô em direção ao mar mais abaixo. Creio que isto é uma prova do que citei sobre a origem das Rimas. Notem que tanto o Dome como a Rima não foi possível identificar através do Virtual Moon Atlas, são apenas pura especulação minha baseado nesta fotografia que por felicidade mostra bastante detalhes.
Esta foto também demonstra como na nossa Lua existem formações ainda não catalogadas e devidamente estudas, por isto, os colegas deveriam dar mais atenção ao nosso satélite que ainda tem muitos mistérios a serem desvendados e que mesmo com pequenos telescópios já permite um estudo mais criterioso.



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spica Re: Fotografando formações Lunares

Mensagem  Tellescópio em Sab 27 Abr 2013, 18:49

Olá Avani,

Mais uma vez parabéns, a cada registro que você faz a melhora é realmente significativa. Com certeza quero que me mande no email os últimos registros que fez, pois quero posta-los no forum da QHY e também no CN. Estes foruns estão precisando de astrofotos de verdade, por que tem uns gringos com excelente equipamentos mas não chegam aos seus pés.
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spica Re: Fotografando formações Lunares

Mensagem  Bruno em Sab 27 Abr 2013, 18:57

Sem comentários, simplesmente fantástica a visão de "Cobra Head" e do Vale Schröter.

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spica Re: Fotografando formações Lunares

Mensagem  Astroavani em Ter 30 Abr 2013, 23:41

Segue um close de uma cratera de grande destaque!


E aqui uma vista do local aproximado onde deve situar-se o Pólo Sul Lunar!

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spica Re: Fotografando formações Lunares

Mensagem  Astroavani em Sex 17 Maio 2013, 01:17

Nove horas da noite!
Temperatura de 6ºC. Nada que fizesse gaúcho arrepiar, começei a preparar o equipamento para umas fotos de Saturno a meia noite pois para me fazer desistir só se tivesse 6ºC abaixo de zero.
Porém ao consultar as cartas de altitude no site do CPTEC/INPE (http://tempo.cptec.inpe.br/) percebi que tanto o Jato Polar Norte como o Jato Subtropical estavam fazendo estragos no ar sobre mim. Para quem não sabe, Jato Polar são correntes de vento fortes com 150 a 300 Km/h entre 8 e 10 Km de altitude, já o jato Subtropical são correntes de ventos fortes com a mesma velocidade do Polar porém entre os 10 e 13 Km de altitude.
Com estes dois fazendo dobradinha sobre mim desisti de qualquer tentativaPara não perder a noite resolvi processar alguns filmes da Lua feitos o mês passado e aí percebi que havia um que evidenciava aquela depressão desconhecida que tem em sua borda a cratera Wollaston D e a qual eu já várias vezes chamei a atenção de colegas aqui e no exterior pois a mesma ainda consta como não catalogada. Para quem tiver interesse em conhecer melhor o assunto basta visitar o meu site onde exponho com exatidão meu trabalho sobre a referida formação, http://astroavani.no.comunidades.net/index.php?pagina=1415107823.
Desta vez utilizando a nova camera QHY 5L obtive uma foto em melhor resolução que embora ainda não estando exatamente como eu quero permite confirmar que uma depressão desconhecida realmente ali existe.
Divido assim com os colegas o meu trabalho sobre este local que vem se desenvolvendo a cerca de um ano e meio.

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