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Mensagem  Bruno em Sab 14 Jan 2012, 10:26

Há mais planetas que estrelas na Via Láctea:
Uma equipe internacional de astrônomos utilizou a técnica de microlente gravitacional para determinar quão comuns são os planetas na Via Láctea.
Após uma busca que durou seis anos, com a observação de milhões de estrelas, a equipe concluiu que os planetas em torno de estrelas são a regra e não a exceção.
Durante os últimos 16 anos, os astrônomos detectaram mais de 700 exoplanetas confirmados - o telescópio espacial Kepler já possui milhares de "candidatos a exoplanetas", que ainda precisam ser confirmados.
Alguns desses planetas extrassolares já começam a ser estudados em profundidade: em 2010, os astrônomos conseguiram pela primeira vez captar a luz direta de um exoplaneta e analisar a atmosfera de uma super-Terra.
Embora o estudo das propriedades dos exoplanetas individuais seja extremamente importante, uma questão básica ainda permanecia: quão comuns são os planetas na Via Láctea?

Microlentes gravitacionais:
A maioria dos exoplanetas conhecidos foram encontrados ou pelo efeito gravitacional que exercem sobre a sua estrela hospedeira ou quando de sua passagem em frente do seu sol, o que diminuindo ligeiramente o brilho da estrela.
Ambas as técnicas são muito mais sensíveis a planetas que ou são de grande massa ou se encontram próximo das suas estrelas. Por consequência, muitos planetas não podem ser encontrados por estes métodos de detecção.
Uma equipe internacional de astrônomos procurou exoplanetas utilizando um método totalmente diferente - as microlentes gravitacionais - que permite detectar planetas num grande intervalo de massas e também os que se encontram muito mais afastados das suas estrelas.
"Durante seis anos procuramos evidências de exoplanetas a partir de observações de microlentes. Curiosamente, os dados mostram que os planetas são mais comuns na nossa Galáxia do que as estrelas. Descobrimos também que os planetas mais leves, tais como super-Terras ou Netunos frios, são mais comuns do que os planetas mais pesados," afirma Arnaud Cassan, do Instituto de Astrofísica de Paris.
Os astrônomos utilizaram observações nas quais os exoplanetas são detectados pelo modo como o campo gravitacional das suas estrelas hospedeiras, combinado com o de possíveis planetas, atua como uma lente, ampliando a luz de uma estrela ao fundo.
Se a estrela que atua como uma lente tem um planeta em órbita, esse planeta pode contribuir de forma detectável para o efeito de brilho provocado na estrela de fundo.
A maior parte das observações desta pesquisa utilizou um telescópio dinamarquês instalado no observatório La Silla, no Chile, coordenado pelo Observatório Europeu do Sul. [Imagem: ESO/Z. Bardon]Exoplanetas encontrados
As microlentes gravitacionais são uma ferramenta com potencial de conseguirem detectar exoplanetas que não poderiam ser descobertos de outro modo. No entanto, é necessário o alinhamento, bastante raro, entre a estrela de fundo e a estrela que atua como lente para que possamos observar este evento.
E, para descobrir um planeta, é preciso ainda que a órbita do planeta se encontre igualmente alinhada com a das estrelas, o que é ainda mais raro.
Embora encontrar um planeta por meio de microlente esteja longe de ser uma tarefa fácil, nos seis anos de procura, três exoplanetas foram efetivamente detectados: uma super-Terra e dois planetas com massas comparáveis à de Netuno e à de Júpiter.
Uma super-Terra tem uma massa entre duas a dez vezes a da Terra. Até agora foram publicados um total de 12 planetas detectados pela técnica de microlente, utilizando diversas estratégias observacionais.
Em termos de microlente gravitacional este é um resultado excepcional.
Ao detectar três planetas, ou os astrônomos tiveram imensa sorte e acertaram em cheio, apesar da baixa probabilidade, ou os planetas são tão abundantes na Via Láctea que este resultado era praticamente inevitável.

Mais planetas do que estrelas:
Os astrônomos combinaram seguidamente a informação sobre os três exoplanetas detectados com sete detecções anteriores e com um enorme número de não-detecções durante os seis anos do trabalho.
A conclusão foi que uma em cada seis estrelas estudadas possui um planeta com massa semelhante à de Júpiter, metade têm planetas com a massa de Netuno e dois terços têm super-Terras.
O rastreio era muito sensível a planetas situados entre 75 milhões de quilômetros e 1,5 bilhões de quilômetros de distância às suas estrelas (no Sistema Solar estes valores correspondem a todos os planetas entre Vênus e Saturno) e com massas que vão desde cinco massas terrestres até dez massas de Júpiter.
A combinação destes resultados sugere que o número médio de planetas em torno de uma estrela seja maior que um. Ou seja, os planetas serão a regra e não a exceção.
"Anteriormente pensava-se que a Terra seria única na nossa Galáxia. Mas agora parece que literalmente bilhões de planetas com massas semelhantes à da Terra orbitam estrelas da Via Láctea," conclui Daniel Kubas, co-autor do artigo científico.

Fonte: informações do ESO - 11/01/2012


Última edição por Bruno em Sex 20 Jan 2012, 15:41, editado 1 vez(es)
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spica Re: Exoplanetas.

Mensagem  Xevious em Sab 14 Jan 2012, 17:18

Existe uma regra simples na observação de qualquer coisa.

Se existe algo relativamente grande, deve existir mais quantidade de coisas menores na sua proximidade.

Portanto era lógico, que existisse mais planetas doq estrelas.
E obviamente, muito mais asteróides e cometas que estes.

Tomara que esta pesquisa de 6 anos tenha trazido mais benefícios a ciência e a humanidade doq essa informação, que é absolutamente previsível..

Xevious
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spica edição sobre exoplanetas.

Mensagem  Bruno em Sab 14 Jan 2012, 19:57

Ôpa Xevious, as suas afirmações suscitaram alguns pontos que me levaram a pensar numas outras coisas:

-O que poderíamos supor sobre os exoplanetas ou qualquer investigação desse tipo mesmo que eles já nos sejam familiares são previsíveis até certo ponto pois se o telescópio não tivesse sido inventado, poderíamos conjecturar porém jamais poderíamos ao menos supor ou sonhar em ver exoplanetas. Mesmo com esse lero-lero repetitivo de coisas previsíveis que a comunidade científica às vezes nos bombardeia, precisam serem comunicadas e divulgadas aqui pois pode acontecer de alguma pessoa leiga que recentemente se interessou pela astronomia começar bem informada, e nesse caso pode acrescentar.
Ao mesmo tempo, você deixou registrado uma coisa que também me chamou a atenção que é o fato de corpos menores inevitávelmente existirem perto de corpos maiores, é o que conseguimos ver até aqui.
Um problema que vejo é que não há como delinearmos o que existe nos confins do universo pois os nossos instrumentos alcançam pouco mais de 13.5 bilhões de anos luz de distância, e esses mesmos cientistas por não conseguirem conceber instrumentos que possam ir mais além no momento, estabeleceram equivocadamente como sendo essa a distância dos limite (tamanho atual) do universo e que segundo eles está em expandindo.
Ao olhar para as descobertas que são feitas por aí, ainda me surpreendo e me perco com tanta variedade, e me vejo como que no meio de uma boa briga de bar em um cais de porto. Imagino a cena com matéria e energia sendo lançadas em todas as direções e sob todas as formas no universo, e lá no bar do cais geralmente em direção a algum queixo sob a forma de um punho fechado ou de uma cadeira voando!
Pessoalmente para mim, essa questão dos exoplanetas não terá fim, pois esses mundos estão a distâncias impossíveis para a nossa tecnologia no momento, e mesmo que no futuro avancemos, sempre haverão exoplanetas mais longínquos e dispersos pela vastidão incalculável do universo.
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