Fotografando formações Lunares

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spica Re: Fotografando formações Lunares

Mensagem  Astroavani em Ter 17 Set 2013, 20:20

Rima Ariadaeus (6,5 ° N, 12.4 ° E) é um dos vários sistemas lineares rille situado nas terras altas entre Mare Vaporum e Mare Tranquillitatis. Alguns rilles, como Vallis Schroteri, foram formadas por erupções vulcânicas . Outros rilles tais como Ariadaeus RIMA se acredita ser falhas que se formam em resultado da actividade tectónica. Alguns cientistas acreditam que os rilles lineares podem ter se formado após eventos de grande impacto, enquanto outros acreditam que os rilles foram formados como uma manifestação de superfície de sistemas de diques profundos quando a Lua ainda era atividade vulcânica. LROC NAC imagens estão fornecendo aos cientistas dados para examinar as relações das características da superfície lunar até futuros exploradores humanos pode completar a pesquisa de campo. No entanto, os especialistas concordam que Ariadaeus Rima, que se estende por cerca de 300 km, é um sistema de falhas exibindo um graben bem desenvolvida típico de sistemas de falhas normais na Terra. Uma grande parte da Rima Ariadaeus é visível na foto obtida por mim, e a imagem NAC LROC (http://lroc.sese.asu.edu/news/uploads/LROCiotw/M104419352R_thumba.png) mostra parte do rille junto da falha da escarpa. Uma superfície escura é visível no canto SW da imagem e um contato definido entre a parede e o piso do rille é visível no canto nordeste da imagem. Rima Ariadaeus tem 5 km de largura e perturba as características geológicas pré-existentes, que podem ser observadas no quadro WAC. As relações estratigráficas entre o rille e outras características da superfície pode ajudar a determinar se o rille é mais velho ou mais novo do que esses recursos em relação à idade relativa. Por exemplo, o trans-rille corta um cume na meia-esquerda da minha foto (indicado pela seta na foto), o que sugere que a relação do rille é menor do que o rebordo, porque o rille muda a forma do cume. No entanto, na imagem NAC LROC, existem pequenas crateras presentes no chão do rille, o que sugere que o rille é mais antigo que estas crateras de sobreposição. Estes tipos de observações são usadas para examinar as relações estratigráficas e as idades relativas de relevo nesta região para que os cientistas possam reconstruir a história geológica da lua.
Fonte: NASA/LROC
Empilhamento de 150 frames no AS!2 com pós-processamento no Photofiltre
Mosaico de 2 fotos no programa Imerge
Em melhor resolução: http://www.astrobin.com/full/56252/?mod=none

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spica Re: Fotografando formações Lunares

Mensagem  Astroavani em Ter 17 Set 2013, 20:27

CRATERAS
Crater (Crater) - As Crateras normalmente são moldadas em formato de tigela, principalmente de origem meteorítica (existem algumas de origem vulcânica), com o aspecto de uma depressão, cujas dimensões variam desde tamanho milimétrico até as craterletas ( pequena cratera lunar com até 8km de diâmetro, 8 km); para imensas crateras, que chegam a mais ou menos a 240km de diâmetro. As crateras normalmente são distintas entre crateras simples e crateras e complexas. Além
de outras características, as crateras complexas se distinguem principalmente pela formação de uma ou mais elevações centrada na no chão da cratera. Quase todas as crateras grandes visível na Lua foram formadas através de impacto asteroidal, mas alguns crateras menores são endogenicas, de origem vulcânica, como por exemplo a pequena cratera Hyginus.
As crateras do tipo simples são depressões em forma tigelas na superfície da Lua. Esta classificação inclui crateras com dimensões que vão de diâmetros submilimétricos até aproximadamente 15 km em diâmetro, sendo que de 15 a 20 km é a zona de transição entre as crateras simples e complexas.
As crateras complexas começam com cerca de 20 km de diâmetro. Morfologicamente elas são caracterizadas por uma depressão em forma de tigela com elevação central de um ou mais picos (ou estruturas de pequenas montanha) e terraços nas laterais das paredes.
Teophilus é um belo exemplo de cratera do tipo complexa, da mesma forma que é uma de dezenas de crateras que apresentam elevação central.
Fonte: Rosely Gregio REAAstronomia No Brasil
Empilhamento de 127 frames no AS!2, pós processamento com Photofiltre.
Mosaico de 2 fotos usando o Imerge
Para ver em total resolução: http://www.astrobin.com/full/56154/?mod=none

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spica Re: Fotografando formações Lunares

Mensagem  Astroavani em Seg 23 Set 2013, 01:25

Crateras Concentricas
São crateras uma no interior da outra e que tem o mesmo centro. Boussingault (representada na foto por e Boussingault A (representada na foto por B-A) seria um exemplo deste tipo de cratera. Nela a cratera menor Boussingault A não está perfeitamente no centro de Boussingault mas esta totalmente dentro da mesma. Existem várias crateras na Lua que se enquadram nesta categoria sendo que um dos exemplos mais marcantes é a pequena cratera Hesiodus A de apenas 15 Km de diâmetro representada através de uma foto obtida utilizando o Quick-map. Este tipo de crateras é praticamente desconhecida da maioria dos observadores que passam os olhos pela Lua sem percebê-las.
Empilhamento de apenas 85 frames devido ao péssimo seeing utilizando o AS!2.
Processamento com o Photofiltre
Em melhor resolução: http://www.astrobin.com/full/57359/?mod=none


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spica Re: Fotografando formações Lunares

Mensagem  Astroavani em Dom 29 Set 2013, 23:32

A cratera gigante na foto é Ptolemaeus com seus respeitáveis 158 Km de diâmetro e suas intermináveis crateras fantasmas que estão espalhadas por todo o seu piso e apesar de terem sido inundadas por lava são facilmente visíveis nesta foto devido ao baixo angulo de iluminação.
Porém o que vamos tratar aqui é algo mais sutil e embora eu não tenha achado informações precisas me parece que o alinhamento de crateras que existe ao lado de Muller formadas por Muller A, Muller F e ainda outras, configura aquilo que se conhece por Catena de Crateras.
Catena, catenae (Cadeia de Crateras)
Denominação adotada pela U.A.I. para designar uma cadeia de crateras da superfície da Lua ou de um planeta. Elas são resultantes do material de rebote e ejeta do impacto que formou a cratera principal. A cadeida de crateras Davy (na foto menor em destaque) é uma das mais espetaculares cadeias de crateras na Lua, se estende por cerca de 50 km de distancia da borda da antiga cratera Davy Y.
Outras cadeias de crateras são: Catena Abulfeda; Catena Humboldt; Catena Krafft; Catena Littrow; Catena Sylvester; Catena Taruntius; Catena Timocharis.
E que eu desconfio que também seja o caso de Muller, neste caso teríamos uma Catena Muller, mas por enquanto são simples especulações que eu me reservo o direito da dúvida.
Fonte: Guia de Observação Lunar, Rosely Gregio - REA/Brasil
Adaptação: Avaní Soares
Empilhamento de 77 frames no AS!2 com pós-processamento no Photofiltre
Em melhor resolução: http://www.astrobin.com/full/57641/?mod=none


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spica Re: Fotografando formações Lunares

Mensagem  Astroavani em Dom 29 Set 2013, 23:34

Rima Hyginus e Rimae Triesnecker
Rima , Rimae (Canal) ou Rille para alguns selenogistas (vale estreito) – Fissura ou canal de lava que desmoronou total ou parcialmente.
Ex.: Rima Hyginus. Quando vista através de maior ampliação em um telescópio de uns 200mm ou maior vemos que Rima Hyginus apresenta uma cadeia de crateras em parte de sua extensão (facilmente visíveis na foto).
A Rimae (plural de rima) Triesnecker é composta de uma dúzia ou mais de consideráveis rilles lineares (também perfeitamente visíveis na foto) que se entrelaçam para criar a maior cadeia de vales da Lua; se eles fossem colocados um após o outro teriam uma extensão total em torno de 1.000 km.
Alguns rilles são lineares ou encurvados, causado por tensão ou falha na crosta. Outros rilles são sinuosos e são creditados terem sido formados por rápido movimento do fluxo de lava. Rilles sinuosos originam-se de aberturas vulcânicas e rampas desmoronadas.
Fonte: Guia de Observação Lunar- Rosely Gregio REA/Brasil
Adapação: Avaní Soares
Empilhamento de 328 frames no AS!2 e processamento no Photofiltre.
http://www.astrobin.com/full/58258/?mod=none

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spica Re: Fotografando formações Lunares

Mensagem  Bruno em Seg 30 Set 2013, 21:54

Astroavani escreveu:
E que eu desconfio que também seja o caso de Muller, neste caso teríamos uma Catena Muller, mas por enquanto são simples especulações que eu me reservo o direito da dúvida.


Excelente matéria Avani, e como você outros se reservaram ao direito da dúvida tal qual o astronauta Michael Collins desde o módulo de comando da Apollo11, que enquanto orbitava a lua perguntou a si mesmo e com certeza até hoje se pergunta quanto à causa ou origem desses singulares acidentes na superfície lunar como em Hesíodus e Davy Y. Talvez nunca serão explicados.

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spica Re: Fotografando formações Lunares

Mensagem  Astroavani em Sab 19 Out 2013, 01:21

Há tempos que eu perseguia uma foto de Wargentin para o meu amigo Bruno, e embora esta não tenha ficado ao meu gosto devido ao péssimo seeing foi a única que obtive até hoje.
Wargentin
Crateras genuínas do tipo de Wargentin são poucas e distantes entre si na superfície lunar.
Ela têm a aparência de moeda e deve ter sido preenchida com lava de fissuras ou condutas do interior das muralhas da cratera.
No caso de Wargentin, isto parece ter atingido um nível tal que violou o muro a oeste e fluiu sobre ele para a planície circundante.
Sua aparência é de um pequeno planalto, e o mistério tem sido explicar por que Wargentin não é mais escura, como os lagos de lava no extremos norte e sul de Schickard. Uma teoria, apoiada por algumas provas de observação, é que ela foi significativamente atenuada pelo material ejetado de Tycho.
Enfim esta é uma cratera bastante incomum, parecendo ser formada por um platô e não uma cratera. Para o lado oeste ela parece que está transbordando, já nos outros pontos cardeais se nota um arco de montanhas baixas parecendo uma ferradura.
É uma cratera que merece uma pesquisa mais a fundo.
Em anexo coloquei uma foto obtida através do Quick Map onde tracei 2 perfis altimétricos que demonstram com exatidão o exposto acima.
Foto obtida através de apenas 90 frames empilhados no AS!2
Pós processamento no Photofiltre e Irfan

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spica Re: Fotografando formações Lunares

Mensagem  Bruno em Sab 19 Out 2013, 07:41

Grande trabalho Avani, não há o que acrescentar sobre essa misteriosa e rara cratera lunar pois você já disse tudo, e é um privilégio poder observar com tanta nitidez o chão mais alto que as extremidades. Muito interessante também o lago de lava ao sul de Schicka. O perfil altimétrico tem ajudado muito no entendimento das crateras.

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spica Re: Fotografando formações Lunares

Mensagem  Astroavani em Dom 17 Nov 2013, 10:22

Platão é um dos grandes alvos da astrofotografia Lunar.
Uma boa foto de Platão deve mostrar no mínimo umas 3 ou 4 crateras menores presente no seu piso de tonalidade sempre mais escura que o terreno adjacente.
Porém é bem sabido de todo atrofotógrafo que se preze que não é fácil conseguir evidenciar estas pequenas crateras no seu piso e para que isto ocorra algumas condições devem ser respeitadas.
Em primeiro lugar falando-se de refletores o ideal é uma abertura nunca inferior a 250mm, não que seja impossível registrá-las com um 200mm ou até 180mm, mas de 250mm para cima facilita muito.
Em segundo lugar o angulo de incidência da luz Solar também deve ser observado, se estiver baixo demais o terminadouro fica muito próximo e o contraste é muito grande tornando o registro difícil, se estiver muito alto as crateras menores não formam sombras o que também impossibilita registrá-las. Eu creio que a altura ideal seria com o Sol em uma altitude de 30º a 45º assim o contraste não é tão grande e elas ainda formam sombras facilitando a captação.
Em terceiro lugar devemos dar atenção ao seeing, com um mau seeing fica praticamente impossível qualquer registro pois estas pequenas crateras somem quando a turbulência está acentuada.
Do foco nem vou falar pois qualquer erro liquida qualquer resultado!
Como regra geral para que se obtenha na foto o registro marcante de pelo menos algumas delas, já teriam que ser visíveis por breves instantes durante a própria captação na tela do lap top. Se assim for ficamos sabendo que depois de empilhados os melhores frames estas pequenas crateras irão se evidenciar como assim ocorreu na foto em anexo.
Espero que as dicas tenham alguma utilidade aqueles que como eu gostam de se aventurar na fotografia Lunar!
http://www.astrobin.com/full/64733/0/
http://www.astrobin.com/full/64731/0/


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spica Re: Fotografando formações Lunares

Mensagem  Astroavani em Dom 17 Nov 2013, 13:57

Fotos de Clavius visando fazer uma simples comparação de qualidade das fotos com duas câmeras diferentes.
Na primeira foi usado a QHY 5L colorida com um filtro IR Pass 742 da Astronomik. Na segunda foi usada a IMG OH monocromática com um filtro IR Pass 685
Pode-se dizer que as fotos ficaram praticamente equivalentes apesar da QHY ter sido usada com leve desvantagem pois na foto feita com ela além da Lua estar mais baixa foi usada uma ampliação maior devido ao tamanho do pixel ser menor.
Para Lunares eu até consideraria que a QHY 5L leva uma certa vantagem devido ao tamanho do quadro 1280 X 960 contra os 640 X 480 da IMG OH, isto permitiu captar Clavius em uma tomada só enquanto que na IMG fui obrigado a fazer duas tomadas e juntá-las usando o Imerge para formar um mosaico já que uma única exposição não abarca a cratera por inteiro.
Assim sendo eu creio que se a ideia fosse comprar uma camera mais para fotografia lunar eu recomendaria a QHY 5L monocromática sem dúvida nenhuma! Pois ela levaria vantagem no tamanho do quadro e no preço 25% menor que a IMG OH.
Agora... se a coisa visa fazer fotografia planetaria em regiões do espectro fora do vísivel a IMG OH tem que ser levada em conta devido a alta eficiência quântica principalmente no IR.
Por aí se pode ver que escolher mesmo uma simples camera para fotografia lunar e planetária é algo que precisa ser muito bem pensado!
Espero que os colegas não reparem na qualidade precária das fotos de comparação mas para mim nesta época e difícil obter fotos realmente boas devido aos fortes ventos sempre presentes nos finados.

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spica Re: Fotografando formações Lunares

Mensagem  Astroavani em Sab 23 Nov 2013, 00:39

A imagem abaixo, a primeira vista pode ser considerada uma das melhores imagens já feitas da cratera Clavius na Lua usando um Newtoniano de 300 mm. E ela possivelmente deve estar entre as melhores imagens já obtidas dessa região na Lua.
Mas como definir se uma imagem é boa, ou até mesmo se é a melhor já obtida de alguma feição na Lua? Para isso pode-se usar uma série de fatores para avaliar a qualidade da imagem. A resolução é um fator importante, embora não seja o mais importante, no caso da Clavius, as duas pequenas correntes de crateras no lado direito acima no interior que são radiais à Rutherford, a grande cratera na parte de cima do anel da Clavius, podem ser usadas como um bom parâmetro para deduzir a resolução. A tonalidade também é um fator crítico. Pode-se notar as partes cinzas suaves no interior da Clavius e nos montes ao redor, as marcas de albedo nos terraços das paredes da Rutherford e a existência de detalhes nas escarpas brilhantes da parede das crateras. Um elemento final para ser avaliado é a composição. Essa imagem é muito bem centrada no objeto de interesse e mostra relevantes feições ao seu redor.
Outra imagem da Clavius que pode ser considerada uma das melhores já feitas esta neste link; https://lpod.wikispaces.com/February+5%2C+2012. Esta imagem em comparação com a imagem feita por mim é também excelente, mas foi feita com uma iluminação um pouco maior o que não a desmerece em nada, pelo contrário, já que aqui se encontra o toque do artista.
Outras imagens muito melhores desta cratera existem espalhadas pela internet e uma que eu considero melhor foi feita pelo grande Thierry Legault (http://www.astrophoto.fr/), simplesmente fantástica, e eu sonho um dia poder lá chegar!
Este post visa apenas dar uma noção aos colegas dos parâmetros que devem ser levados em conta ao se avaliar uma imagem lunar, não tenho pretensão nenhuma de afirmar que a minha imagem está entre as melhores.
Espero que façam bom proveito!

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spica Re: Fotografando formações Lunares

Mensagem  Bruno em Qua 27 Nov 2013, 00:02

Astroavani escreveu:
Assim sendo eu creio que se a ideia fosse comprar uma camera mais para fotografia lunar eu recomendaria a QHY 5L monocromática sem dúvida nenhuma! Pois ela levaria vantagem no tamanho do quadro e no preço 25% menor que a IMG OH.
Agora... se a coisa visa fazer fotografia planetaria em regiões do espectro fora do vísivel a IMG OH tem que ser levada em conta devido a alta eficiência quântica principalmente no IR.
Por aí se pode ver que escolher mesmo uma simples camera para fotografia lunar e planetária é algo que precisa ser muito bem pensado!
Excelente Avani, não imaginava que existissem diferenças entre as câmeras para astrofotos lunares e planetárias.
Incrível também esse "sobrevoo" em Clavius.
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spica Re: Fotografando formações Lunares

Mensagem  Astroavani em Qua 22 Jan 2014, 23:30

Os Formidáveis Canais Sinuosos da Lua!

Rima , Rimae (Canal) ou Rille (vale estreito) para alguns selenogistas – Fissura ou canal de lava que desmoronou total ou parcialmente.

Os Rilles concêntricos são muitas vezes os maiores e mais impressionante na Lua. O melhor exemplo é Rimae Hippalus que forma um arco em torno do lado leste do Mare Humorum. Ao nordeste e acima de Hippalus uma coisa estranha acontece - alguns rilles curvam e tornam-se côncavos para o leste. O mais notável desses recursos é nomeado Rima Agatharchides, mas é realmente um Rille ou faz parte da família Hippalus ?

A Rimae (plural de rima) Hippalus são rilles lineares ou encurvados, causado por tensão ou falha na crosta. Outros rilles sinuosos são acreditados terem sido formados por rápido movimento de fluxo de lava. Rilles sinuoso geralmente se originam de aberturas vulcânicas e rampas desmoronadas.
Na foto em anexo podemos ver com perfeição Rimae Hippalus e Rima Agatharchides exemplos notáveis do exposto acima.

Fonte: LPOD - Guia de observação Lunar/REA
Edição: Avani Soares
Mosaico a partir de 2 fotos usando o iMerge
Empilhamento de 135 frames em cada foto com o AS!2
Processamento Photofiltre e Irfan.
http://www.astrobin.com/full/73985/0/

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spica Re: Fotografando formações Lunares

Mensagem  Astroavani em Qua 22 Jan 2014, 23:46

Atlas é uma cratera de chão fraturado, localizada em 46,7 ° N, 44,4 ° E, tem 87 km de diâmetro. A causa das fraturas que cortam o chão da cratera não é bem compreendida. Pensa-se que as fraturas surgiram do piso liso, como uma calha (ou graben), e que deve ter ocorrido em um período de elevação do chão da cratera. A questão é, o que causou a elevação? As Crateras de chão fraturado têm sido uma característica lunar conhecida desde os dias dos Orbiters lunares , mas com imagens da LROC, os geólogos estão trabalhando para compreender melhor como se formaram. Quadros LROC NAC permitem um olhar para o interior das fraturas, e com imagens estéreo podemos medir as suas formas.
Após o impacto que criou Atlas, o chão da cratera foi fundido. Quando ele esfriou, se formou um chão sólido. No caso de Atlas, esta eventual elevação quebrou e separou o chão, formando o graben, ou fraturas.
Existem duas teorias para as causas da elevação. Uma possibilidade é o reajuste lento da crosta após o impacto de formação da cratera. Durante um impacto, a energia liberada comprime a crosta. No entanto, ao longo do tempo a crosta pode recuperar a sua posição de pré-impacto inicial. Esta recuperação iria fornecer a elevação que formou as fraturas no chão de Atlas. Uma segunda possibilidade é que as fraturas podem ser devido a uma intrusão de magma dentro da crosta abaixo da cratera, que exaltou e rompeu o chão da cratera, uma vez que este se levantou.
Ao investigar crateras de chão fraturado, geólogos muitas vezes olham para os sinais de atividade vulcânica relacionados a uma intrusão de magma. Desvendar a origem de recursos lunares como este é o foco principal da ciência do LROC.
Fonte: LROC/NASA
Adaptação e Edição: Avani Soares
Empilhamento de 205 frames no AS!2

Processamento Photofiltre e Irfan.

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spica Re: Fotografando formações Lunares

Mensagem  Astroavani em Sab 25 Jan 2014, 15:32

Cinco Crateras Notáveis!
Aproveitando algumas capturas antigas que ainda não haviam sido processadas fiz uma seleção de cinco das minhas crateras preferidas. Todas as fotos foram capturadas na mesma noite e em todas foi usado exatamente o mesmo setup, isto nos indica que as crateras mantêm um tamanho proporcionalmente exato entre si.
Empilhamentos no AS!2 e processamento usando o Photofiltre e Irfan.
http://www.astrobin.com/full/74347/0/

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spica Re: Fotografando formações Lunares

Mensagem  Astroavani em Sab 25 Jan 2014, 19:29

Só temos uma?
Eis uma região com diversas formações interessantes!
Na foto anexa podemos ver o norte dos Montes Appeninus bem como o sul dos Montes Caucasus, Mon Hadley, Promontorium Fresnel e mesmo Rimae Fresnel são facilmente visíveis.
Mas o que realmente nos interessa nesta foto?
O que importa para nós brasileiros é uma pequena cratera a esquerda de Promontorium Fresnel que responde pelo sugestivo nome de "Santos Dumont"!
Esta cratera com apenas 9 Km de diâmetro é a única na Lua que recebeu o nome de um patrício.
Até pouco tempo atrás, não mais de 10 ou 15 anos, fazer uma foto destas de Santos Dumont aqui no Brasil era algo impensável para um simples astrofotógrafo amador. Isto exigia instrumentos de grandes aberturas só acessíveis a observatórios profissionais, tanto que o primeiro brasileiro a conseguir fotografá-la nitidamente ainda no tempo dos filmes por emulsão foi nosso colega Nelson Travnik usando a grande luneta alemã C.A.Steinheil, única no País, pertencente ao Observatório Astronômico de Piracicaba, isto apenas em em 20 de setembro de 1996.
De lá para cá, felizmente muita coisa mudou!
Os telescópios ficaram mais acessíveis, baratos e a óptica melhorou. Surgiu a técnica de fotografia CCD e CMOs e aí o salto foi fantástico.
Atualmente qualquer amador com recursos razoáveis pode obter uma foto como a exposta abaixo!
Edição, texto e fotografia: Avani Soares
Empilhamento: 126 frames com o AS!2
Processamento: Photofiltre e Irfan
http://www.astrobin.com/full/74498/0/


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spica Re: Fotografando formações Lunares

Mensagem  Bruno em Sab 25 Jan 2014, 19:52

A cratera Santos Dumont fica muito próxima do lugar onde pousou a Apollo 15. Quanto ao homem ele é o único brasileiro homenageado com seu nome dado a uma das crateras lunares. No dia 20 de julho de 1973 a pioneira da aviação Anésia Pinheiro Machado conseguiu que o nome Santos Dumont fosse conferido a uma cratera da Lua, no mesmo dia em que o homem pisara pela primeira vez na Lua e dia do nascimento dele. Ela sugeriu a designação do nome para um relevo lunar no centenário do seu nascimento, e apenas 4 anos após da chegada do homem na lua. Foi realizado um ato solene no museu do Ar e do Espaço (Washington), estando presentes centenas de personalidades entre as quais o embaixador brasileiro Araújo Castro, o Diretor do Museu Michael Collins que foi o Comandante da Apollo 11 e a própria Anésia.
Palavras de Michael Collins: "Lá está o nome de um brasileiro que hoje pertence a toda a humanidade, será o reconhecimento do mundo a contribuição do gênio inventivo de Santos Dumont ao desenvolvimento e progresso aeroespacial contemporâneo."
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spica Re: Fotografando formações Lunares

Mensagem  Astroavani em Sab 25 Jan 2014, 20:06

kkkkkkkkkkk!
Eu já sabia disto mas achei que a postagem iria ficar longa demais e como o pessoal não gosta muito de ler......
Nota-se que você é uma pessoa bem informada!

Pelo jeito você gostou da postagem, fazia tempo que não se manisfestava pois eu postei umas 3 ou 4 na página anterior e você não falou nada, rsrsrs.
Abração e grato pelo complemento!
Avani.

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spica Re: Fotografando formações Lunares

Mensagem  Bruno em Sab 25 Jan 2014, 20:37

Oi Avani, eu aprendo muito com as as suas postagens e fique tranquilo quanto ao tamanho delas, porque quanto mais conteúdo aqui no AF melhor será! E você tocou num assunto importante que é a prática de leitura que infelizmente é muitas vezes negligenciada, e na verdade a maioria das informações que eu busco são mesmo em livros impressos de Astronomia e Astronáutica. Quanto às outras postagens que eu não comentei é porque às vezes eu deixo para os colegas exprimirem as suas opiniões, mas estou sempre conectado nos seus posts (verdadeiras aulas de Selenografia).
Grande abraço.
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spica Re: Fotografando formações Lunares

Mensagem  Astroavani em Qua 12 Fev 2014, 23:41

Bem....
Não era apenas uma! Existe outra e se chama "De Moraes! porém fica no lado oculto da Lua.
Quem primeiro me chamou atenção para este fato foi o próprio Charles Wood ao selecionar a foto acima para mais um LPOD.
Creio que seria bom os colegas que tem interesse lerem na própria página do LPOD:
http://lpod.wikispaces.com/January+26%2C+2014

Depois disto fiz uma pesquisa e coloco aqui os dados que encontrei sobre De Moares:
Cratera De MORAES:
Abraão de Moraes: Astrônomo brasileiro (1916 – 1970);
Nome oficial adotado pela IAU aprovado em 1979;
Diâmetro: 54,4 Km;
Profundidade: 3,5 Km;
Localização: Lado oculto da Lua.
Coordenadas Selenográficas: LAT: 49,38o N, LON: 143o E;
Crateras satélites: De Moraes S (diâmetro: 43,2 Km) e De Moraes T (diâmetro: 46,8 Km);
Localização: Lado oculto da Lua, junto da cratera principal De MORAES;
Nomes das crateras satélites aprovados pela IAU em 2006;
A foto eu tenho mas vou ficar devendo pois não postei em nenhum local por aí e não tenho como copiar a URL.





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spica Re: Fotografando formações Lunares

Mensagem  Astroavani em Qua 12 Fev 2014, 23:43

Picard
As Crateras informam aos cientistas lunares sobre muitos aspectos da superfície e subsuperfície da lua. Crateras de impacto agem como furos para o subsolo lunar, escavando material da profundidade e espalhando esse material previamente enterrados em seus arredores através do material ejetado . O Impacto derrete o solo dentro da cratera e preserva uma mistura deste material com o que foi escavado também. Picard é uma cratera situada em 14.55 ° N , 54.74 ° E , ela expõe uma camada de basalto subjacente quimicamente distinta de Mare Crisium . Desta forma , Picard é uma cratera que contribuiu para o nosso entendimento da estratigrafia vulcânica nas profundezas do basalto que preencheu Mare Crisium . Será que Picard penetrou através dos basaltos para expor o material no planalto subjacente , e pode a rocha derretida pelo impacto nos ajudar a entender mais sobre a estratigrafia do Mare Crisium?
O piso de Picard é relativamente brilhante em comparação com os basaltos circundantes (Chefe et al. , 1978), o que torna provável o material mais profundo ter sido trazido para cima e se misturado ao do piso. Assim, pode-se estimar a espessura do depósito de basalto neste local . Estudos espectroscópicos na década de 90 encontraram evidências de ambos, uma mistura de basalto de profundidade com rocha de superfície dentro de Picard ( Blewett et al. , 1995). O material derretido que enche uma parcela significativa da cratera Picard (como o terraço acima) é provavelmente uma mistura de ambos os tipos de rochas , dando a Picard esta mistura de assinatura.
Usando o WAC Modelo Digital de Elevação LROC (DEM) para a área nos diz que a profundidade de Picard é de cerca de 2300 m abaixo da superfície de Mare Crisium, exatamente como é a espessura do basalto de Mare Crisium!
Fonte: LROC/NASA
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spica Re: Fotografando formações Lunares

Mensagem  M.couto em Qui 13 Fev 2014, 11:44

Maravilha Avani

e muito interessante também os anéis concêntricos dentro da cratera Picard!!



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spica Re: Fotografando formações Lunares

Mensagem  Bruno em Qui 13 Fev 2014, 16:28

Astroavani escreveu:Será que Picard penetrou através dos basaltos para expor o material no planalto subjacente , e pode a rocha derretida pelo impacto nos ajudar a entender mais sobre a estratigrafia do Mare Crisium?
Olá Avani, realmente são estruturas cujos mecanismos responsáveis  pela sua morfologia ainda não estão inteiramente claros, no entanto uma das explicações possíveis poderia ser que no local de impacto existiam múltiplas camadas estratigráficas com resistências distintas ao poder destrutivo da energia libertada pela colisão.
É isso aí, e o AF agradece mais uma vez pelas suas contribuições.
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spica Re: Fotografando formações Lunares

Mensagem  Astroavani em Qui 13 Fev 2014, 18:06

Olá Bruno!
Viu a postagem mais acima sobre De Moraes?
Já tinha conhecimento dela?
Avani.

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spica Re: Fotografando formações Lunares

Mensagem  Bruno em Qui 13 Fev 2014, 18:54

Astroavani escreveu:
Viu a postagem mais acima sobre De Moraes?
Já tinha conhecimento dela?
Sim Avani, embora infelizmente essa cratera De Moraes se encontre no lado mais distante da lua na parte norte, eu tomei conhecimento dela através dos fotogramas enviados pela sonda Clementine. A julgar pela sobreposição de pequenas crateras na borda e na parede interna mais ao norte, ela era para ser uma cratera comum de impacto não fosse o "entalhe" enviesado registrado na orla oriental dela, cuja morfologia não se enquadra em nenhuma estrutura geológica conhecida na lua ou aqui na terra. Existem rumores de que entre uma foto e outra ela apareceu com a sua forma alterada, mas isso ainda constitui mais um capítulo do mistério.
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