Dando os primeiros passos na observação do céu.

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spica Re: Dando os primeiros passos na observação do céu.

Mensagem  Durva em Ter 05 Fev 2013, 10:54

Eu tenho uma ocular de 11mm da série 500, que associada a barlow 1,5x me dá 95x de aumento, seria ideal para a utilização em conjunto com o filtro DN 25%, e ela possui uma qualidade óptica diferente das oculares Vixen que vieram com o instrumento, portanto mesmo com 105x (Vixen Plossl 10mm+barlow 1,5x) as imagens se mostram melhores que com 95x (Série 500 11mm+barlow 1,5x).

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spica Ocular 11mm + barlow 1.5x

Mensagem  Bruno em Ter 05 Fev 2013, 19:46

Não tenho dúvidas de que você irá obter no Vixen imagens lunares surpreendentes com essa ocular Série 500 de 11mm + barlow 1.5x (95.5x), pelo fato da barlow funcionar melhor quanto mais próxima ela estiver da ocular (quando rosqueada no barril). Essa combinação ocular/barlow 1.5x + um filtro DN 25% pode gerar boas imagens. O mais importante ao se utilizar um 70mm será aprender a identificar os detalhes mais evidentes com poucos aumentos e controlando a luminosidade excessiva sem elevar muito os aumentos com o uso do DN 25%. Por exemplo, feito isso, além da observação lunar com sucesso a observação visual de jupiter com o Vixen e essa combinação e claro, com boas condições atmosféricas, não raro será possível detectar duas e até três pequenas nodosidades ou protuberâncias na borda sul da NEB (manchas ovais escuras), a sombras de uma das lua passando sobre o disco do planeta, uma falha na SEB onde podemos encontrar a GMV, a finíssima faixa equatorial EB e por aí vai.

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spica Re: Dando os primeiros passos na observação do céu.

Mensagem  Durva em Ter 05 Fev 2013, 20:09

Para a Lua essa Série 500 é muito boa, com o filtro DN também espero um ganho grande no contraste. Mas para a observação de Júpiter efitivamente só tenho a ocular de 10mm+barlow 1,5x, o que dá 105 de aumento, será que esse aumento ainda será muito para esse F/10? Pois você trabalha o setentinha com 93x.
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spica Re: Dando os primeiros passos na observação do céu.

Mensagem  Bruno em Ter 05 Fev 2013, 21:24

Não, fica tranquilo que 105x (coeficiente 1.5x) proporciona boa nitidez das faixas e zonas de jupiter, além de outros fenômenos jovianos com regularidade.

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spica Re: Dando os primeiros passos na observação do céu.

Mensagem  starman em Seg 11 Fev 2013, 12:39

Boa tarde.
Como aqui nesse tópico eu encontrei vários relatos de observações com binóculos, eu decidí comprar esse aqui http://www.astrobrasil.com/ecommerce_site/produto_205_4527_Binoculo-Alpen-16x52-Deluxe-52-
Ele estava com um preço muito bom, então gostaria de saber se valeu a pena comprá-lo e se possível mais algumas informações adcionais descritivas sobre o funcionamento desse tipo de instrumento.

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spica Binóculo Alpen 16x52.

Mensagem  Bruno em Seg 11 Fev 2013, 13:44

Olá starman, sem dúvida o uso de um bom binóculo é muito útil nas observações de reconhecimento do céu. Esse binóculo é fabricado pela Alpen Optcis, mais uma empresa sediada na China. Ele possui uma ampliação de 16x, com a objetiva possuindo um diâmetro de 52mm o que é muito bom para a observação do céu. Ele possui o tradicional sistema de foco central, utiliza prisma do tipo Porro e as lentes são multi-revestidas para melhorar o contraste nas imagens. A sua pupila de saída é de 4mm, pesa menos de 1 kg e tem um acabamento emborrachado para protejer contra eventuais quedas.
Entender o sistema geral de funcionamento dos binóculos envolvem dados quanto a uma especificação numérica, e inicialmente durante o seu reconhecimento normalmente são de três números (10-15X50) e de dois números (16x52). No primeiro os três números significam que o binóculo possui um zoom óptico onde o aumento varia entre 10x a 15x de aumentos, com uma uma objetiva cujo diâmetro é de 50mm. Os primeiros números são a ampliação e o último é para indicar o diâmetro das objetivas. A luz que entra pelas objetivas e vai até a ocular passa por prismas do tipo Porro e Roof. Os binóculos do tipo Roof possuem os tubos retos e são compactos, e os binóculos com prismas Porro possuem o tubo separado tendo uma objetiva em cada um, e estes possibilitam maiores aumentos e diâmetros nas objetivas. São também mais cômodos para se segurar na mão ou ainda de se adaptarem num tripé.
Na fabricação dos vidros é muito comum utilizar o borosilicato ou vidro BK7, entretanto os prismas com o vidro de crown de bário ou BaK4 são os que proporcionam as melhores e mais contrastadas imagens.
Quanto às oculares o campo de visão delas é uma medida em graus ou a largura do campo a uma determinada distância, e quanto maior for o aumento menor será o campo de visão em graus.
As que possuem um maior campo de visão são as do tipo WA ou "wide angle", e as WF "wide field". Outro ponto importante é o descanso de olho que é a distância à qual os olhos devem se posicionarem para pode ver plenamente todo o campo de visão. Um descanso de olho curto torna o uso do binóculo difícil para quem usa óculos, entretanto se o problema na visão não for de astigmatismo pode-se retirar os óculos para observar.
Já a pupila de saída é um circulo brilhante que é visto sempre no centro de cada ocular ao se segurar um binóculo à distância de um braço para observar na ocular dele. Para que toda a luz que passa pelo binóculo e saia das oculares seja plenamente aproveitada pelo olho do observador médio (durante o dia um olho normal tem uma pupila com um diâmetro de cerca de 3mm e que se dilata à noite entre 5mm e 7 mm). Será muito importante também evitar as pupilas de saída com os diâmetros superiores a 7 mm. Podemos calcular o diâmetro da pupila de saída da seguinte forma: divida o diâmetro da objetiva pelo aumento, por exemplo: em um binóculo 16X52, divide-se 52 por 16 o que dá uma pupila de saída de 3.25mm de diâmetro (52/16=3.25mm), portanto uma cifra aceitável por ser acima de 3mm.
Outro fator muito importante e que define a qualidade da imagem num binóculo é o tratamento anti-reflexivo aplicado nas superfícies óticas. Para que a luz chegue até ao olho do observador sem reflexos indesejáveis, as lentes devem ser revestidas com uma ou mais camadas de um material anti-reflexivo, ou uma película microscópica ou ainda um tipo de filme Blue-Film. Os revestimentos mais comuns são o fluoreto de magnésio e o Blue-Film. Alguns revestimentos são do tipo "Coated" quando apenas algumas lentes e prismas recebem esse tratamento, outros são do tipo "Fully-Coated" quando todas as superfícies de vidro recebem um tratamento, temos também depois os "Multi-Coated" quando uma ou mais superfícies de uma ou mais lentes foram tratadas com múltiplas camadas, e finalmente o revestimento "Fully Multi-Coated" quando todas as superfícies de vidro foram tratadas com múltiplas camadas. Para se identificar com o olhar, os melhores revestimentos anti-reflexivos apresentam uma coloração esverdeada ou azulada (no caso desse Alpen 16x52 é azulado).
Os binóculos que apresentam aquelas objetivas com revestimentos avermelhados não são bons para a observação noturna porque eles tem a transmissão de luz prejudicada pelo revestimento diferente recebido nas objetivas.
Quanto à mecânica do conjunto os mecanismos de focagem central movem as oculares conjuntamente, e geralmente são complementados por uma focagem independente em uma das oculares (não sei se esse Alpen possui esse sistema), para dessa forma compensar alguma diferença entre os nossos olhos (Anisometropia). A utilização de um tripé com um adaptador ou mesmo adaptado diretamente no binóculo será muito útil e definitivo, pois vai ajudar na estabilidade geral do instrumento e do observador, principalmente nos binóculos de médio porte como esse 16x52 ou os de porte grande como um 20x50.


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spica Re: Dando os primeiros passos na observação do céu.

Mensagem  M.couto em Sex 15 Fev 2013, 21:20

Bruno escreveu:

Os revestimentos mais comuns são o fluoreto de magnésio e o Blue-Film. Alguns revestimentos são do tipo "Coated" quando apenas algumas lentes e prismas recebem esse tratamento, outros são do tipo "Fully-Coated" quando todas as superfícies de vidro recebem um tratamento, temos também depois os "Multi-Coated" quando uma ou mais superfícies de uma ou mais lentes foram tratadas com múltiplas camadas, e finalmente o revestimento "Fully Multi-Coated" quando todas as superfícies de vidro foram tratadas com múltiplas camadas. Para se identificar com o olhar, os melhores revestimentos anti-reflexivos apresentam uma coloração esverdeada ou azulada (no caso desse Alpen 16x52 é azulado).

Oi Bruno,
ja percebi que algumas lentes não possuem coloração nem esverdeada nem azulada.
Elas utilizam algum outro tipo de revestimento?
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spica Uncoated.

Mensagem  Bruno em Sex 15 Fev 2013, 23:41

Num telescópio refrator a lente objetiva e as oculares recebem um tratamento ou revestimento (coating) para melhorar o contraste nas imagens, e isso é muito bom, entretanto existem sim lentes sem revestimento algum e elas são designadas como sendo "Uncoated". A objetiva do meu refrator de 100mm F/15 é do tipo Uncoated e acho que é porque ela é muito antiga (foi fabricada entre 1962 e 1965). Ela é transparente como um cristal e não apresenta nenhuma coloração quando vista sob a luz. Eu gosto muito de utilizar essa objetiva junto com oculares do tipo Huygens que também não possuem revestimento, para dessa forma tentar reproduzir imagens semelhantes às dos antigos telescópios no início da era das primeiras observações visuais planetárias.

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spica Re: Dando os primeiros passos na observação do céu.

Mensagem  M.couto em Qui 21 Mar 2013, 20:49

Bruno escreveu:
A objetiva do meu refrator de 100mm F/15 é do tipo Uncoated
Eu gosto muito de utilizar essa objetiva junto com oculares do tipo Huygens que também não possuem revestimento, para dessa forma tentar reproduzir imagens semelhantes às dos antigos telescópios no início da era das primeiras observações visuais planetária

Oi Bruno,
muito curioso isso de reproduzir as imagens dos refratores antigos,
deve ser muito legal pois o que parecia ser desfavorável por causa da falta de revestimento nas lentes
passou a ser um atrativo interessante nas observações.
Eu estive vendo em outros posts o uso do filtro DN25% no setentinha e eu estive testando um no meu e verifiquei uma mudança muito interessante no brilho da Lua,
pois favoreceu a observação das áreas claras na sua superfície e no limbo e é diferente do efeito causado por um filtro colorido.
Já na observação de Júpiter eu lamento que já passou a oposição mas não sei se era por causa da altura dele de apenas uns 30 graus sobre o horizonte Noroeste,
mas acredito que se ele estivesse mais alto no céu esse filtro de densidade neutra 25% ia surtir um efeito muito interessante pois reduziu a coloração violeta nas bordas do disco até ela praticamente desaparecer.
Vou esperar o tempo firmar e testar ele em Saturno.
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spica Re: Dando os primeiros passos na observação do céu.

Mensagem  Durva em Qui 21 Mar 2013, 23:58

Olá pessoal, justamente hoje pude testar o novo ND25%, segue minhas impressões na observação lunar:

Data: 22/03/13
Hora (UT): 00:00
Localização: São José dos Pinhais – (S 25ᵒ 34’12” / W 49ᵒ 10’48”) – 916m
Instrumento: Refrator Vixen 70 mm F/10 + Ocular Plossl 10mm + Barlow GSO 2x
Cond. Meteorológica: 88%UR – Sem nuvens – Vento 4 km/h - Temp. 18ᵒC.

Lua Crescente com lunação de 10 dias. Encontra-se com 72% de sua face iluminada, sua magnitude aparente é de -9.8 e está localizada a uns 45ᵒ norte. A uma distância aproximada de 394.000 km. Hoje, depois de um longo tempo o clima melhorou, justamente dois dias depois de eu ter recebido o filtro ND 25% logo, pude testa-lo. Na observação visual ele foi simplesmente sensacional, proporcionando um belo conforto visual. Fiquei muito impressionado quando apontei para a cratera Copernicus (93 km de diâmetro e 3.760m de profundidade), pois mesmo com sua borda oeste iluminada pelo Sol, consegui observar seus platôs bem definidos e seus picos centrais que alcançam a altura de 1.200m. Ao norte o destaque ficou pela bela paisagem circundante da cratera Plato (planície murada com 100 km de diâmetro), onde podemos localizar os Montes Pico (2.400m de altura), Tenerife (conjunto de montanhas com até 2.400m de altura) e Recti (cadeia de montanhas com 80km de extensão). Ao sul a cratera Clavius (circo lunar com 225 km de diâmetro), se destaca pela quantidade de detalhes que o brilho excessivo de um telescópio F/10 escondia. Usando o ND25% muitos picos dentro das crateras secundarias apareceram, pois o piso se mostrou escurecido, contrastando com os pequenos pontos iluminados. Toda essa seção foi realizada com 140x de aumento. Como estou iniciando na astrofotografia, estava ansioso para testar o filtro ND25% associado a webcam, e o resultado foi muito interessante.

Região da cratera Clavius:



Região da cratera Copernicus:



Região de Plato:



Montes Apenninus e cratera Archimedes:




Desculpem a falta de qualidade, pois são os primeiros resultados. Espero evoluir.

Abraço.


Última edição por Durva em Dom 24 Mar 2013, 02:20, editado 5 vez(es)
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spica Re: Dando os primeiros passos na observação do céu.

Mensagem  Lucas87 em Sex 22 Mar 2013, 11:28

Legal Durva, aguardo as fotos Very Happy
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spica Re: Dando os primeiros passos na observação do céu.

Mensagem  Durva em Sex 22 Mar 2013, 11:43

Hoje a noite tentarei postar alguma coisa. Ontem, depois da seção de observação, fui olhar os videos e encontrei uma mancha na maioria deles, infelizmente descobri que o sensor estava sujo. Passei um cotonete bem de leve e parece que resolveu, mas o estrago já estava feito. Mesmo assim vou tentar processar, como disse, pelo menos para ilustração da observação vai servir.

Abraço.
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spica Re: Dando os primeiros passos na observação do céu.

Mensagem  Bruno em Sex 22 Mar 2013, 19:32

M.couto escreveu:Já na observação de Júpiter eu lamento que já passou a oposição mas não sei se era por causa da altura dele de apenas uns 30 graus sobre o horizonte Noroeste
Olá M.couto,
sem dúvida, quando observamos jupiter antes da oposição subindo no horizonte nordeste ou leste, isso ocorrerá nas primeiras horas da madrugada e a atmosfera nesse horário está praticamente com os índices de poluentes muito mais baixos, ela se encontra mais límpida e "fresca", entretato isso não irá ocorrer depois da oposição quando o planeta estará declinando sobre o horizonte oeste e logo depois do entardecer, quando a atmosfera ainda estará carregada desses poluentes associados ao calor que emana do solo depois de um dia inteiro de sol. Fatalmente isso provocará distorções nas imagens.

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spica Re: Dando os primeiros passos na observação do céu.

Mensagem  Lucas87 em Sex 22 Mar 2013, 23:25

Cara, acho que tu está exagerando um pouco no processamento e a imagem está ficando "artificial" demais Wink
Outra coisa, talvez se passares as fotos para P e B (ou gravar o vídeo em P e B mesmo) as fotos fiquem melhores... Mas tais começando bem!
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spica Re: Dando os primeiros passos na observação do céu.

Mensagem  Bruno em Sex 22 Mar 2013, 23:39

Lucas87 escreveu:se passares as fotos para P e B (ou gravar o vídeo em P e B mesmo) as fotos fiquem melhores.
Foi uma observação interessante essa sua Lucas87, pode ser mesmo que em preto e branco o efeito causado pelo uso do filtro DN25% possa ser realçado ainda mais. Vamos ficar no aguardo de mais astrofotos do Durva.

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spica Re: Dando os primeiros passos na observação do céu.

Mensagem  Durva em Sex 22 Mar 2013, 23:45

Lucas87 escreveu:Cara, acho que tu está exagerando um pouco no processamento e a imagem está ficando "artificial" demais Wink
Outra coisa, talvez se passares as fotos para P e B (ou gravar o vídeo em P e B mesmo) as fotos fiquem melhores... Mas tais começando bem!

Ok Lucas, vou tomar mais cuidado no processamento e ver se altero o parâmetro da camera para P/B. Valeu a dica.

Abraço.
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spica Re: Dando os primeiros passos na observação do céu.

Mensagem  Bruno em Sab 23 Mar 2013, 15:23

M.couto escreveu:Eu estive vendo em outros posts o uso do filtro DN25% no setentinha
Olá M.couto,
eu utilizei exaustivamente esse filtro DN25% no Vixen 70mm F/10 e constatei que ele é antes de tudo um filtro 100% lunar, até funcionou em algumas raras ocasiões na observação de jupiter mas ainda não resolve o problema do espectro secundário nesse tipo de telescópio. Acredito agora que o melhor recurso para o problema do excesso de luminosidade e de baixo contraste no setentinha, será definitivamnte utilizar na observação visual lunar e planetária um filtro Semi-APO Baader. Esse filtro Semi-APO "by Baader" foi especialmente projetado para todos os telescópios refratores que apresentam um espectro secundário discernível (cor falsa). Apesar desse filtro ser indicado para os refratores de foco curto, ele tem um maior efeito nos refratores com o F mediano como o setentinha (F/10), e que são conhecidos por sua cor falsa proeminente nas imagens observadas. Até mesmo as objetivas ED irão se beneficiar com o uso desse filtro na observação de objetos brilhantes.
Entretanto eu alerto que um inve$timento assim para salvar as imagens do setentinha deve ser bem pensado. Por exemplo, na minha opinião a aquisição do refrator SW Black90 Diamond irá superar em tudo um setentinha mesmo usando esse filtro SEMI-APO. Depois mais adiante um Black90 utilizado com esse filtro irá superar outro igual quando utilizado de forma convencional no quesito qualidade ótica, tanto na observação visual lunar quanto a planetária.
Segue no link mais informações sobre esse filtro Semi-Apo e de toda a linha Baader: http://www.microsofttranslator.com/bv.aspx?from=en&to=pt&a=http%3A%2F%2Fwww.alpineastro.com%2Ffilters%2Ffilters.htm%23SemiAPO


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spica Re: Dando os primeiros passos na observação do céu.

Mensagem  M.couto em Dom 24 Mar 2013, 10:21

Oi Bruno,
podemos dizer então que um telescopio refrator acromático como esse 90mm AZ3 associado ao filtro Semi-Apo Baader, pode definitivamente resolver os problemas inerentes à observação dos objetos o Sistema Solar ?
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spica Re: Dando os primeiros passos na observação do céu.

Mensagem  Bruno em Dom 24 Mar 2013, 11:02

Olá M.couto,
infelizmente não podemos afirmar isso. O uso de recursos tais como um filtro DN25%, filtros coloridos ou até mesmo esse Semi-Apo Baader apenas servem para minimizar os problemas do espectro secundário, sem contudo resolvê-los em definitivo. Por exemplo, para solucionar esse problema sem complicações com filtros um refrator acromático de 90mm deveria possuir uma distância focal de 1.350mm (F/15) e não de 900mm (F/10). Se ele tivesse essa distância focal maior não seria necessário tantos artifícios para controlar a aberração cromática. Até mesmo os refratores Apocromáticos de grande abertura mas com a distância focal curta (F inferior a 10), apresentam esse problema do excesso de luminosidade na observação visual. Num refrator acromático F/15 o uso de filtros corretivos não será obrigatório mas opcional, já que as imagens coligidas pela objetiva chegam ao olho do observador com o brilho e o contraste perfeitamente equilibrados. Sinceramente eu não entendo os fabricantes atualmente montando apenas refratores acromáticos com o foco muito curto ou médio, criando problemas para a observação visual dos objetos do sistema solar. Se o argumento for a portabilidade do instrumento isso não vai compensar a falta de qualidade nas imagens visuais, acabando por obrigar o observador a utilizar um verdadeiro arsenal de filtros que apenas minimizam o problema.

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spica Depois de algum tempo, estou voltando!

Mensagem  Simon31 em Seg 25 Mar 2013, 16:56

Olá pessoal! Dei uma sumidinha do fórum, mas estou de volta! Nesse tempo distante dei um up-grade no equipamento. Vendi o setentinha e adquiri o Refrator Skywatcher de 90mm. Estou adquirindo alguns acessórios e vendendo outros, pois já fiz a reserva de um Dob Flex 12" para meados de junho/julho. Depois venho aqui dar detalhes das observações com o meu novo refrator! Abraço!
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spica Re: Dando os primeiros passos na observação do céu.

Mensagem  Bruno em Seg 25 Mar 2013, 17:01

Simon31 escreveu: Vendi o setentinha e adquiri o Refrator Skywatcher de 90mm. Depois venho aqui dar detalhes das observações com o meu novo refrator!
Olá Simon31, obrigado por retornar ao AF. Estamos particularmente interessados em ler algum relato com o máximo de detalhes sobre esse refrator acromático Skywatcher 90mm AZ3. Muito foi dito sobre esse instrumento entretanto será na prática que poderemos realmente avaliar o seu alcance.
Ficaremos no aguardo.
Abraço.

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spica Re: Dando os primeiros passos na observação do céu.

Mensagem  Durva em Sab 06 Abr 2013, 00:54

Data: 06/04/13
Hora (UT): 02:00
Localização: São José dos Pinhais – (S 25ᵒ 34’12” / W 49ᵒ 10’48”) – 916m
Instrumento: Refrator Vixen 70 mm F/10 + Ocular Plossl 10mm e 20mm + Ocular Série 500 4mm e 11mmWA + Barlow GSO 2x - Binóculo Nikula 20x50

Cond. Meteorológica: 77%UR – Sem nuvens – Vento 4 km/h - Temp. 18ᵒC.

Hoje tive a oportunidade de rever algumas constelações, e deep-sky que fizeram parte de minhas primeiras experiências com o 20x50 no ano passado. Só que dessa vez o setentinha estava em mãos para me mostrar muito mais detalhes. Comecei a seção com a ocular de 20mm (35x) e observei as Plêiades do Sul, Caixinha de Joias e alguns outros aglomerados e nebulosidades na constelação de Vela. Na constelação do Centauro, o destaque ficou com Ômega Centauro que em muitas oportunidades pude observar através do binóculo, mas só hoje entendi o porquê ele é tão comentado. Mostra-se com 52x de aumento como uma massa compacta de estrelas. Hoje também tive a oportunidade de resolver Alfa Centauro com 105x de aumento, outro alvo que só havia observado com o 20x50.

A essa altura, Saturno já se encontrava a uns 45ᵒ no quadrante leste. Com 105x de aumento a imagem era muito nítida, foi possível ver os anéis e uma faixa equatorial, com 140 de aumento pude identificar uma fina linha na borda mais externa do anel que acredito seja a divisão Cassini. Completava o quadro a lua Titã. Resolvi experimentar o filtro ND 25%, mas não gostei do resultado, achei que a imagem escureceu muito e voltei para os 140x de aumento que foi onde encontrei a melhor relação aumento x qualidade, pois também não obtive um bom resultado testando a ocular de 4mm (175x).
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spica Re: Dando os primeiros passos na observação do céu.

Mensagem  Durva em Seg 15 Abr 2013, 23:30

Data: 15/04/2013
Hora (UT): 22h30min
Localização: São José dos Pinhais – (S 25ᵒ 34’12” / W 49ᵒ 10’48”) – 916m
Instrumento: Refrator Vixen 70 mm AZ F/10 – Oculares PL 20mm e PL 10mm + Barlow GSO 2x + Filtro ND25% - Binóculo Nikula (20x50)
Cond. Meteorológica: 48%UR – sem nuvens e vento 7 km/h OSO - 18ᵒC.

Lunação de 5 dias. A Lua neste momento encontra-se localizada a aproximadamente uns 25° no ocaso, a uma distância de 402.000 km. Sua magnitude aparente é de -9.84 e está com aproximadamente 26% do seu disco iluminado. O Earthshine estimado é 2 a vista desarmada e através do binóculo, pois muitas das Maria mais escuras são visíveis, mas nenhuma cratera luminosa, formação ou raios. O disco da Lua se salienta no céu da noite e pode ser descoberto a vista desarmada. Já com o setentinha e a ocular de 20mm + barlow GSO 2x (70x aumento) e um grande campo, onde a Lua cabe por inteiro pude notar o belo contraste do Earthshine num tom azul-acinzentado contra o fundo negro do céu. Com a ocular de 10mm + barlow GSO 2x (140 de aumento) seguindo o terminador e iniciando pelo polo sul lunar, destaque para a cratera múltipla Hommel com 125 Km de diâmetro, tem esse nome em homenagem ao matemático alemão Johann Hommel, professor de Tycho-Brahe. Próxima a ela temos Pitiscus, com 82 km de diâmetro. Ainda seguindo pelo terminador aparecem três crateras que visualmente apresentam a mesma distância entre si. Do sul para o norte, Wohler (27 Km de diâmetro e 2.050 m de profundidade), Stiborius (43 Km de diâmetro e 3.750m e profundidade) e Piccolomini com seus 89 Km de diâmetro. Esta ultima de destaca por ter uma formação aparentemente com bastante altitude, que sai de seu lado sudoeste em direção ao oeste lunar e adentra a face noturna com o topo iluminado por estimados 80km. Em seguida temos o Mare Nectaris, com os montes Pyrenaeus delimitando seu lado leste e a cratera Fracastorius com sua borda norte erodida e inundada pelo mesmo vulcanismo que criou o Mare. Na mesma região pude observar um enrugamento que parece partir da cratera Beaumont e segue até a borda leste da cratera Theophilus e ainda as crateras sobrepostas Isidorus e Capela, esta atravessada por uma fenda que cruza a cratera de sudeste para noroeste. Em seguida procurei pela cratera Torricelli e sua característica formação em forma de “V”, mas acredito que devido ao ângulo de incidência dos raios solares, não foi possível observa-la. Passei em seguida a observar a região de Posidonius, com 100 Km de diâmetro e 2.300m de profundidade e encontra-se no limite leste do Mare Serenitatis. Mais ao norte, Atlas, Hercules e Burg fecharam a seção.

Data: 16/04/2013
Hora (UT): 02h00min

Neste momento observo Saturno que já se encontra a uns 60ᵒ nordeste. Hoje fiz alguns testes com mais aumento e cheguei à conclusão que para o setentinha o ideal é trabalhar com 140 de aumento para este planeta, pois utilizando a ocular Série 500 4mm (175 aumentos) a tremedeira aumenta na mesma proporção da aberração, impedindo que se veja detalhes que são facilmente visíveis com 140x, como por exemplo, o cinturão equatorial, o esboço da divisão Cassini, a sombra do planeta nos anéis e sua maior lua Titã.
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spica Re: Dando os primeiros passos na observação do céu.

Mensagem  Durva em Ter 16 Abr 2013, 23:36

Data: 16/04/2013
Hora inicial (UT): 23:00
Localização: São José dos Pinhais – (S 25ᵒ 34’12” / W 49ᵒ 10’48”) – 916m
Instrumento: Refrator Vixen 70 mm F/10 + Oculares Plossl 10mm e 20mm + Barlow GSO 2x + Filtro ND 25% - Binóculo Nikula 20X50
Cond. Meteorológica: 86%UR – algumas nuvens e vento de 9 km/h ESE.

Lunação de seis dias a Lua encontra-se a aproximadamente 30ᵒ no ocaso, sua magnitude aparente é de –10.32, com aproximadamente 35 % de sua superfície iluminada pelo Sol voltada para a Terra. O Earthshine foi estimado em 1 pela escala O. Darling, tanto a vista desarmada quanto ao binóculo, sendo que a região é muito opaca sem características visíveis no disco, excluindo ao longo da borda oeste da Lua.
Utilizando 70x de aumento a primeira coisa que me chamou a atenção foi que hoje, novamente o jogo de luz e sombra fez parecer haver mais uma cratera entre Eudóxo e os Montes Caucasos. Já havia observado esse fenômeno em outra oportunidade e no sétimo dia de lunação pude constatar que nada mais era do que uma sombra na encosta dos Montes Caucasos.
Ontem observei uma pequena cratera ao norte do Mare Nectaris, Capella apresentava o que parecia ser uma fenda que cruza a mesma de sudeste para noroeste. Nosso colega Bruno me sugeriu que eu tentasse observa-la novamente. Hoje ela apresenta-se totalmente iluminada e a sombra que eu julgava ser uma fenda desapareceu. Procurei informações sobre essa cratera, mas não encontrei referência sobre esse acidente, salvo no Virtual Moom Atlas, ao qual a cratera é mostrada exatamente como observada na data de ontem, conforme ilustração abaixo:




Última edição por Durva em Dom 21 Abr 2013, 01:31, editado 1 vez(es)
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spica Cratera Capella.

Mensagem  Bruno em Ter 16 Abr 2013, 23:55

Durva escreveu:Procurei informações sobre essa cratera, mas não encontrei referência sobre esse acidente
Nomeada por Marciano Capella, um escritor da Antiguidade encontramos ao norte da Mar do Néctar e na borda leste da cratera Isidoro a cratera lunar Capella que possui cerca de 49 km de diâmetro. Os muros e os paredões que a rodeiam são relativamente baixos em relação ao relevo lunar nas proximidades, e são grossos e irregulares, contendo ainda um grande promontório no lado sudeste. Ela é atravessada por uma fenda profunda chamada de "Capella Vallis", e que passa diretamente sobre a borda norte vinda do lado sudeste do muro, e se estende para fora em ambos os lados a uma distância de cerca de 110 quilômetros. No centro dela percebemos um largo, e um pico redondo com uma pequena cratera na parte superior. O lado oeste dessa cratera é pontilhado com detritos de impacto, formando aglomerados de pequenas colinas.

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spica Re: Dando os primeiros passos na observação do céu.

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