Nova visão do Sol.

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Mensagem  Bruno em Seg 21 Maio 2012, 22:42

Segundo um artigo na Scienc News Cientistas do Instituto de Astrofísica das Ilhas Canárias descobriram novos fatos escondidos sob a superfície flamejante do nosso astro Rei.
Sempre se acreditou que no núcleo do Sol os átomos de Hidrogênio se fundiam e formavam cerca de 75% da massa total solar, dando origem também a elementos mais pesados tais como o Hélio, e também o Carbono, Nitrogênio e o Oxigênio, sem contar a energia na sua superfície.
Entretanto pesquisas recentes indicaram que existem muito menos desses outros elementos do que se pensava. O fato de a composição química Solar ser diferente daquela que os cientistas acreditaram até hoje mudou o modo como se encaram as estrelas.
A Comunidade Científica Mundial não conseguiu chegar a um consenso sobre o quanto há de Hidrogênio e de outros elementos na composição Solar atual.
Em 1850 os cientistas descobriram que existem nos raios solares linhas escuras, que sabemos representarem a presença de determinados elementos na atmosfera Solar, e que absorvem a radiação que deveria chegar até nós. Quanto maior for a linha escura maior será a quantidade desse determinado elemento.
Segundo o que se acreditava até então a fusão do Hidrogênio no núcleo solar convertia parte do Hidrogênio em Hélio, e depois em outros elementos mais pesados chamados de elementos metalizados, os “metais”, mesmo alguns deles sendo gases como o Oxigênio e o Nitrogênio. A porcentagem desses “metais” na composição total solar era tida pelos cientistas como sendo de 2% da massa total do Sol, mas agora foi colocada em dúvida.
Novos testes à partir dessas linhas escuras estão levando a crer que a proporção dos “metais” é 40% menor do que se pensava. Isso quer dizer que todos os elementos além do Hidrogênio e do Hélio formam apenas 1,4% da composição solar.
Por incrível que possa parecer por causa da relativa grande proximidade, ainda não sabemos o suficiente sobre a maneira como o Sol é formado, pois os modelos anteriores dividiam o Sol em camadas como na Terra, onde é possível ver-mos essas divisões. Essa nova visão do Sol levou em consideração as transferências constantes de massa e energia das camadas externas para as internas, e vice-versa, o que acabou resultando num modelo tridimensional de estudo do Sol.
Também descobriu-se que o estudo das ondas sonoras emitidas por causa das turbulências provocadas pelo Hélio Solar, são espécies de terremotos na sua superfície. Precisa-se agora saber mais sobre o quanto do que foi descoberto à respeito do Sol, também pode ser aplicado às outras estrelas da nossa e de outras galáxias.


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